Posted: 27 Mar 2017 11:42 AM PDT
Neste artigo vamos estudar um material muito importante em nosso dia a dia, que são os resistores, que fazem parte do conteúdo programático de Física para o Enem. Além de apresentá-lo e demonstrar sua aplicação no cotidiano, vamos também aprender sobre a sua associação em série, explicando o porquê de tal utilização.
Um resistor se trata de um dispositivo amplamente empregado na eletrônica, cuja finalidade pode ser limitar a corrente em um circuito elétrico, para que não danifique algum outro componente, e também para transformar energia elétrica em energia térmica através do efeito Joule.
Em um circuito elétrico, normalmente vamos encontrar dezenas de resistores associados, cada um com a sua determinada função. Como falamos anteriormente, essas associações podem ocorrer de diferentes maneiras, sendo que vamos estudar agora a sua associação em série.
Um circuito como o da figura apresenta três resistores, de resistências R1, R2 e R3. Note que a corrente elétrica possui apenas um caminho para seguir durante o circuito, então ela será mantida a mesma em todo o trajeto, deste modo, através da Lei de Ohm teremos diferentes tensões em cada resistor, ou seja:
U1 = R1 x iU2 = R2 x i U3 = R3 x i
A soma das três tensões é igual a tensão dos terminais a que estão ligados. Com isso, podemos utilizar uma resistência equivalente para o sistema, que iremos demonstrar que corresponde a soma algébrica de todas as resistências do circuito.
U = Req x iU = U1 + U2 + U3 U = R1 x i + R2 x i + R3 x i = Req x i (R1 + R2 + R3) x i = Req x i Req x i = R1 + R2 + R3
Um típico exemplo de resistores ligados em série pode ser encontrado em um “pisca-pisca”, utilizado em todos os natais. Ali, todas as pequenas lâmpadas são resistores associados em série. Por isso você já deve ter reparado que a medida que uma lâmpada queima, todas as outras param de funcionar. Isso acontece devido ao fato que a queima de uma lâmpada irá “abrir” o circuito, ou seja, vai interromper a passagem de corrente para as demais!
Em nosso próximo artigo vamos abordar outros dois tipos de associação de resistores, que são em paralelo e também a ligação mista. Portanto aguarde!
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quarta-feira, 12 de abril de 2017
Associação de resistores em série
Associação de resistores em paralelo e mista
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Posted: 03 Apr 2017 10:53 AM PDT
Em publicação anterior, estudamos sobre os resistores, sua importância, aplicação e sobre sua associação em série (confira aqui). Neste artigo vamos apresentar mais dois tipos diferentes de associação, que são as associações de resistores em paralelo e do tipo mista.
Associação de Resistores em Paralelo
É utilizada quando deseja-se obter a divisão da corrente, mantendo constante a mesma diferença de potencial. Com isso, a resistência equivalente do circuito será sempre menor que a menor resistência apresentada no circuito. Para o seguinte circuito, vamos utilizar a Lei de Ohm para determinar sua resistência equivalente:
Isolando para a corrente em cada resistor, temos: Como a corrente é dividida em cada resistor, a corrente total do circuito será equivalente a soma das demais correntes: Então:
Normalmente, durante os exercícios, encontramos resistores em paralelo associados aos pares. Para isso, podemos utilizar uma manipulação de nossa equação principal, de modo que teremos um valor direto para a resistência equivalente:
A associação em paralelo é amplamente utilizada em residências e em nosso cotidiano, pois consegue “corrigir” o defeito da associação em série. Deste modo, caso queime uma lâmpada de sua casa, as outras irão permanecer acesas!
Associações Mistas
Nada mais são do que uma combinação entre as associações em série e em paralelo! Podemos utilizá-la para obter uma combinação de propriedades desejadas e são muito encontradas em exercícios em vestibulares, pois conseguem abordar os dois conceitos de associação em uma única questão. Uma associação mista simples pode ser observada abaixo:
Para encontrar sua resistência equivalente não será utilizada nenhuma equação nova, vamos apenas utilizar as que já temos e passo a passo resolver o problema. Para este circuito, devemos encontrar uma resistência equivalente na parte associada em paralelo, para depois associá-la em série com a outra resistência do circuito.
Essa resistência equivale a associação entre os pontos A e B. Note que a resistência equivalente é menor que a menor resistência do circuito! Associando em série agora, temos:
E essa será a resistência final do circuito. Com isso terminamos nossa análise sobre associação de resistores. Com um pouco de prática você fixará este conteúdo e será capaz de resolver a maioria dos exercícios relacionados.
Bons estudos!
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terça-feira, 11 de abril de 2017
Classificação dos triângulos
Os triângulos podem ser classificados de acordo com os seus lados e ângulos:
Classificação
dos triângulos quanto aos lados A classificação
dos triângulos quanto aos lados é uma parte importante do estudo da geometria.
Os triângulos podem ser classificados em três tipos principais com base no
comprimento de seus lados:
Aqui está uma
tabela resumindo essas classificações:
A classificação
dos triângulos quanto aos ângulos é uma maneira importante de identificar e
diferenciar os triângulos com base na medida de seus ângulos internos. Existem
três tipos principais de triângulos com base nos ângulos:
Aqui está uma
tabela resumida para facilitar a visualização:
Exercícios 1 - Classifique
os triângulos abaixo em equilátero, isósceles ou escaleno. Resolução: • O
triângulo “‘a” é escaleno, pois todos os lados têm medidas
diferentes. O triângulo “b” é isósceles, pois dois lados têm a mesma
medida. O triângulo “c” é equilátero, pois todos os lados têm a mesma
medida. 2 - Determine
os valores de x e y sabendo que o triângulo é equilátero. Resolução: • O triângulo ABC é equilátero, logo, todos os seus lados têm
medidas iguais: 6x – 12 = 30 12y – 18 = 30 6x = 30 – 12 12y = 30 +18 6x = 18 12y = 48 x = 3 y = 4 Portanto: x = 3 e y = 4. 3 - (Fuvest) Na figura a seguir, ABC é um triângulo isósceles e retângulo em A, e PQRS é um quadrado de lado Então, a medida do lado AB é: a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 Resolução: • Os triângulos BPS e QCR também são retângulos isósceles. Logo, os segmentos BP e QC são iguais a SP e RQ, respectivamente. Consequentemente, os segmentos BP, PQ e QC possuem a mesma medida. Portanto, a medida do lado BC é igual a 3 vezes a medida do lado do quadrado, ou seja: • Considerando os lados AB e AC iguais a x, e utilizando o teorema de Pitágoras: |
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Funcionamento de um termômetro
Posted: 14 Dec 2016 06:10 AM PST
Já foi falado no infoEnem sobre temperatura (clique aqui e veja o artigo) e também sobre escalas termométricas. Assim sendo, podemos entender o funcionamento de um dos instrumentos mais importantes no estudo da física e da química: o termômetro.
Entretanto, antes de entrarmos no funcionamento do termômetro propriamente dito, temos que entender o que são substâncias termométricas e grandezas termométricas. Vamos lá:
Um ótimo exemplo é o mercúrio, que é considerado uma substância termométrica, já que o seu volume varia de acordo com a temperatura. Neste caso, o volume é a grandeza termométrica do mercúrio.
Fácil, não é? E será justamente o mercúrio nossa “peça chave” para entender o funcionamento de um termômetro. Veja abaixo o esquema que mostra a construção de um termômetro de mercúrio:Na extremidade da esquerda, há um pequeno reservatório (chamado bulbo), onde temos nossa maior quantidade da nossa substância termométrica (Hg). Já no interior da haste (tubo de vidro), temos um tubo muito estreito.(capilar), no qual o mercúrio se desloca da seguinte maneira:
Pronto, nosso termômetro está quase pronto, basta apenas escolher uma escala termométrica (clique aqui para relembrar o conteúdo sobre escalas termométricas) e calibrar o instrumento, utilizando dois pontos fixos e que não dependam da nossa sensação térmica (que, como já vimos, é enganosa). Os pontos fixos mais utilizados são os pontos de fusão e de ebulição da água, pois são situações fáceis de reproduzir em qualquer local e/ou laboratório.
Claro que hoje em dia existem muitos termômetros, como o de gás e o digital, estes bem mais modernos e precisos. Entretanto, suas construções, de uma forma ou de outra, acabam relacionando a variação de alguma grandeza termométrica de alguma substância com a calibração do instrumento conforme a escala termométrica escolhida.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
A diferença entre fissão nuclear e fusão nuclear
Posted: 05 Feb 2017 10:28 AM PST
Com a desenvolvimento da ciência e principalmente dos estudos da física quântica, o homem começou a entender e manipular, como nunca antes na história, a energia nuclear. Em outras palavras, começamos a aproveitar parte do gigantesco potencial energético dos processos de transformação de núcleos atômicos. Tanto para o bem quanto para o mal.
Neste artigo, veremos as diferenças teóricas entre a fissão e a fusão nuclear, além é claro de exemplos de aplicações e curiosidades de cada uma delas.
Vamos lá!
Fissão nuclear
A fissão nuclear é a “quebra” , ou divisão, de um átomo mais pesado em outros, evidentemente mais leves que o original. Na prática, esse processo ocorre com o bombardeamento de nêutrons em núcleos radioativos, gerando isotopos instáveis que, por sua vez, culmina com as rupturas desses núcleos, gerando uma reação em cadeia (pois outros nêutrons atingirão outros núcleos) e liberando uma grande quantidade de energia.
Temos diversos exemplos da utilização da fissão nuclear. Certamente, os mais conhecidos são a produção de energia elétrica, através da fissão do urânio, e a fabricação de bombas atômicas, como as que devastaram as cidades de Hiroshima e Nagasaki em 1945. Vale ressaltar que, a grosso modo, a diferença entre o reator de uma usina nuclear e a bomba atômica é que, no primeiro caso, a reação em cadeia é controlada. Nas bombas atômicas, não.
Fusão nuclear
Ao contrário da fissão, a fusão nuclear acontece quando dois elementos se chocam para formar um novo elemento, evidentemente mais pesado. A liberação de energia na fusão nuclear é muito superior que na fissão.
O melhor exemplo de um processo de fusão nuclear é o Sol. Isso mesmo! Toda a energia que recebemos do “Astro Rei” vem da fusão de átomos de hidrogênio, que se chocam e geram átomos de hélio.
Quanto a aplicação da fusão nuclear pelo homem, temos a bomba de hidrogênio, criada em 1952. Para se ter uma ideia, essa surpreendente arma de destruição gerou, apenas no seu teste inicial, uma liberação de energia mil vezes maior do que as bombas atômicas que destruíram as cidades japonesas no final da segunda guerra mundial.
Entretanto, por necessitar de elevadíssimas temperaturas e condições especiais de pressão para acontecer, a utilização da energia de fusão nuclear para gerar energia elétrica ainda não apresenta viabilidade econômica. Fica a torcida para que em breve consigamos aplicar tais conhecimentos. Afinal, ao contrário da fissão nuclear, a fusão não apresentaria lixo radioativo. Isso porque, provavelmente, seria utilizada a fusão de átomos de hidrogênio, que resultaria na liberação de gás hélio (inerte e não-radioativo), sendo assim considerada uma produção de energia “limpa”.
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sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Média Aritmética Simples
A média
aritmética é o resultado da divisão entre a soma de vários valores pela quantidade de
valores somados.
Podemos calcular a média aritmética usando a expressão:
Exemplos:
a) 9
b) 10,4
c) 11
d) 9,3
Resolução:
Nomes | Idades (anos) |
Paulo | 12 |
Carlos | 13 |
André | 15 |
Roberto | 17 |
José | 19 |
Pedro | 20 |
Resolução:
Resposta: A média de idade desse grupo é de 16 anos.
4 - João deseja calcular a média aritmética das notas que tirou em matemática. Calcule a média de suas notas em matemática.
Matemática | |
1ª prova | 8,6 |
2ª prova | 9,3 |
3ª prova | 9,7 |
4ª prova | 10,0 |
- a)
- b)
- c)
- d)
- b)
- c)
- d)
6 - O dólar é considerado uma moeda de troca internacional, por isso, o seu valor diário possui variações. Acompanhando a variação de preços do dólar em reais durante uma semana, foram verificadas estas variações:
Segunda feira | Terça feira | Quarta feira | Quinta feira | Sexta feira |
R$ 5,20 | R$ 5,40 | R$ 5,30 | R$ 5,50 | R$ 5,80 |
a) R$ 5,66
b) R$ 5,44
c) R$ 5,34
d) R$ 5,52
7 - A média aritmética entre dois números é 50 e um dos números e 35 qual é o outro número?
Resolução:
a) 13 anos
b) 14 anos
c) 15 anos
d) 16 anos
a) 52 b)
54 c)
56 d) 58
Resolução:
Média antes da aposentadoria:
Média depois da aposentadoria:
Comparando (1) e (2):
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Luz
Posted: 27 Jun 2016 08:52 AM PDT
O segmento da Física que estuda a luz é a óptica. A palavra óptica vem do grego optiké e significa relativa à visão. Na Antiguidade clássica, os filósofos gregos como Platão (428 ou 427 - 347 a.C.) e Aristóteles (384 - 322 a.C.) já perguntavam: o que é a luz? Por que vemos um objeto? Nessa época, por exemplo, acreditava-se que os olhos emitiam partículas que tornavam os objetos visíveis - hoje se sabe que só conseguimos enxergar objetos se a luz for refletida ou emitida por eles.
Primeiro, a resposta: A luz é uma onda eletromagnética. Sendo um pouco mais técnico, podemos dizer que é um fenômeno ondulatório onde um campo magnético e um elétrico se alimentam e que se propaga no vácuo e em diversos meios (como aguá e ar). No vácuo, a velocidade de propagação é de quase 300 mil quilômetros por segundo!
Abaixo segue uma esquematização de uma onda eletromagnética. Note que essa onda é considerada transversal, pois tanto a campo magnético quanto o elétrico têm oscilações perpendiculares à propagação.
Entretanto, além do caráter ondulatório, temos aí um ingrediente a mais: a luz também apresenta partículas de massa zero, conhecidas atualmente como fótons. Tal característica foi defendida arduamente por ninguém mais que Isaac Newton no início do século XVIII e, posteriormente, comprovada (através do efeito fotoelétrico) por um cientista não menos importante, Albert Einstein.
Essa dualidade da luz, que apresenta ao mesmo tempo de características ondulatórias e corpusculares (de partícula), além da dificuldade de medição de diversos fenômenos, fez com que cientistas de todo o mundo a estudassem literalmente “esquecendo” algumas de suas propriedades. Por exemplo:
Pensa que acabou? A luz também é fundamental em diversos ramos da física moderna, como na teoria da relatividade, de Einstein, e na mecânica quântica, que estuda as interações subatômicas.
E caso ache que não seja importante estudar e conhecer essas diversas caraterísticas da Luz, clique aqui e veja um exemplo de questão do Enem que cobrava justamente o entendimento do seu caráter ondulatório.
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